sábado, 10 de outubro de 2009

Governadora sanciona Lei da Economia Solidária

Repasso aqui a informação vinda da assessoria de comunicação da deputada estadual do Partido dos Trabalhadores, Bernadete Ten Caten, que trata de economia solidária.

A governadora Ana Júlia Carepa sancionou a Lei nº 7.309, de seis de outubro de 2009, de autoria da deputada estadual Bernadete ten Caten (PT), que institui a Política Estadual de Fomento à Economia Popular e Solidária no Pará. No Pará, milhares de pessoas e, especialmente famílias, atuam nesse modelo de trabalho, caracterizado pela organização em cooperativas e associações ou na atuação em rede para a geração de produtos e serviços. A lei foi aprovada pela unanimidade dos deputados, no último dia 1º de setembro, e publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 8 de outubro.

A economia popular e solidária é uma alternativa ao desemprego. Os empreendimentos dessa natureza são definidos pela autogestão, pela divisão igualitária do lucro e pela participação democrática e solidária de todos os seus integrantes, com vistas ao desenvolvimento local integrado e sustentável, do respeito ao equilíbrio dos ecossistemas, da valorização do ser humano e do trabalho e do estabelecimento de relações igualitárias entre homens e mulheres. Um exemplo de economia popular e solidária é a cooperativa de trabalhadores que atua no Mercado de São Brás, em Belém. O empreendimento administra um bar no local e ainda presta serviços gerais e produz marmitas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Entrevista de Cláudio Putty ao blog A Perereca da Vizinha

Li ontem (08/10/2009), no Blog A Perereca da Vizinha, uma entrevista do Chefe da Casa Civil do Governo Ana Júlia, Cláudio Putty, em que ele dá uma panorâmica geral das açoes de governo e rebate algumas críticas da oposição. Reproduzimos algumas passagens dessa entrevista para que possamos tirar algumas dúvidas.

Por que é que o PMDB reclama tanto do governo, e especialmente da DS?
Cláudio Puty: Na minha interpretação, parte da tensão com o PMDB está associada à indefinição do cenário do ano que vem. Não é só aqui no Pará: em vários estados da Federação – no Mato Grosso, o André Puccinelli (governador de MS) acabou de ter uma crise com o Zeca do PT; tem problemas na Bahia, do Jaques Wagner (governador) com o Geddel Vieira (ministro da Integração Nacional). Então, o fato de termos tensionamentos com o PMDB, que é o maior partido da coligação que elegeu Lula, em vários lugares, demonstra que existe um fator geral; que não é só um problema localizado.

Por que é tão difícil a convivência entre o PT e o PMDB?

Cláudio Puty: Olha, não acho que seja difícil a convivência. Nós queremos o PMDB aliado, queremos que esteja na chapa de reeleição da Ana Júlia. A posição do PT é a de apoiar um candidato do PMDB para o Senado, aqui no Pará. Essa é uma decisão de diretório – não estou falando como membro do governo, mas, como petista – votada por unanimidade, sem problema algum. Então, isso demonstra que não há dificuldade fundamental na relação com eles. O que tivemos foi um problema de gestão, que tivemos, também, com forças do PT, inclusive da DS. Tivemos diversos problemas, mas, essas coisas são corrigidas. O problema é quando se associam correções na gestão – você tem de trocar uma pessoa aqui, né?, que nós avaliamos que não está dando conta do recado; ou teve problema aqui e acolá e troca aqui e acolá; isso aconteceu com muita gente do PT...

Vocês ofereceram o Senado ao PMDB. E a vice-governadoria?

Cláudio Puty: A vice não entrou na discussão entre o PT e o PMDB. O que acenamos para eles é que a vice seria ofertada a um partido do bloco PR/PTB.

Como é que vocês analisam o tucanato?

Cláudio Puty: O governo do PSDB foi um governo centralizado na capital e um governo que, ao se deparar com a complexidade dos problemas na saúde, na educação, na segurança, resolveu fazer o mais simples, a partir de obras vistosas – o que não se pode dizer que seja uma coisa pouco inteligente; é uma coisa muito inteligente, só que não muda o estado. Então, em vez de enfrentar os problemas da municipalização da saúde, os problemas da saúde básica, preferiram construir hospitais de média e alta complexidade nas regiões - mesmo sabendo que a manutenção desses hospitais, por ano, seria mais cara até que a sua construção – em vez de empreender o processo, que é muito mais difícil, muito mais complicado, de fortalecimento da saúde básica. É isso que nos diferencia. Em todas as áreas você acha esse padrão pragmático/centralizador. Um padrão que funciona muito bem para as eleições, tanto que ganharam duas e disputaram a terceira. Mas, como eu disse, não resolve os problemas do povo. Daí a eleição da Ana Júlia. Eu poderia falar de várias outras características, mas acho que essa é a que simplifica mais.

É por isso que a Ana está patinando nas pesquisas, que se diz que ela não tem obras, por causa dessa opção por obras de base, em detrimento daquelas de maior visibilidade eleitoral?

Cláudio Puty: Olha, ainda é muito cedo para julgar o governo, porque o governo não acabou, muita coisa vai começar a ser inaugurada agora. Há pouco entregamos algumas casas, já na primeira obra do PAC, no Fé em Deus, aqui na Augusto Montenegro - e é impressionante você ver como era e como está ficando. A mesma coisa você vai ver se for ao Tucunduba. Então, muita coisa vai ocorrer – e a percepção pública de um governo muda muito a partir do momento em que as obras vão maturando. Então, nada mais falso do que dizer que é um governo sem obras. É um governo, obviamente, com obras distintas: vamos fazer cinco vezes mais habitação popular do que o governo Jatene. Em termos de ligações de água, a Cosanpa administrou, até o início deste governo, 400 mil e nós vamos fazer, só neste governo, 200 mil ligações – é a nossa meta, com o PAC, com outras ações de saneamento. Tudo isso é obra. Obviamente, não teve Mangal das Garças, nem Estação das Docas, nem outras obras desse tipo, de caráter mais pontual.

Mas essas obras não estruturam o estado economicamente? Não ajudam, também, a atrair dinheiro, a gerar empregos e a impactar a qualidade de vida das pessoas?

Cláudio Puty: Olha, eu não vou entrar no... Usei esses exemplos de obras não para dizer... – não me leve a mal, digamos assim – fazer discurso contra a Estação das Docas, porque acho que isso é um negócio meio, né?, que não ajuda muito. Eu tenho a minha opinião: acho que não estrutura nada; acho que não estrutura coisíssima nenhuma, porque o nosso turismo aqui tem um perfil de turismo de negócios e não é atraído por esse tipo de empreendimento. O que nos estrutura, obviamente, é saneamento, é transporte, é regularização fundiária, é industrialização. Isso sim estrutura. Mas, é a nossa opinião em relação a isso. Então, respondendo: temos muitas obras e elas são de diferente qualidade e característica, a partir de uma visão do que nós achamos que seja estruturante para o estado do Pará, a partir de indicadores sócio-econômicos, a partir da necessidade de distribuirmos o desenvolvimento entre as regiões do estado, e a partir da oportunidade histórica que tivemos de contar com o Governo Federal, que tem sido muito comprometido com obras estruturantes nas áreas de saneamento e habitação e com obras estruturantes na região amazônica – como é o caso do asfaltamento da Transamazônica, com a BR-316, as eclusas de Tucuruí, que estavam aí num vai-não-vai desde 1980 e que vão ser inauguradas em março do ano que vem... Enfim: são obras de característica distinta, distribuídas no estado e, essas sim, estruturantes.
Mas, em 2007, os investimentos caíram a menos da metade de 2006, e em 2008 o investimento foi igual ao de 2006. Separando investimento de custeio, não houve uma queda dos recursos próprios que o Pará investe?

Cláudio Puty: O que nós fizemos foi o seguinte: mudamos o padrão do uso dos recursos. Em vez, por exemplo, da obra em convênio com o prefeito para asfaltar – que é o tipo de obra de caráter eleitoreiro, que dura uma eleição – nós fizemos coisas que não são consideradas investimento. Fizemos Bolsa-Trabalho – são 45 mil bolsas e isso vai para a rubrica custeio (ODC, Outras Despesas em Custeio). Fizemos coisas como o Pró-Jovem, que são 8.500 bolsas para estudantes que não concluíram o ensino fundamental - e isso também não é contabilizado como investimento, porque não é obra. Fizemos concurso público para cerca de 20 mil funcionários públicos; demos os maiores aumentos salariais do país; criamos uma estrutura mais presente do Estado nos municípios paraenses. Então, isso não é considerado, não é contabilizado...

E por falar em Cláudio Putty...

Ouvi hoje de manhã no Programa Jefferson Lima da Rádio Rauland que Cláudio Puty dará entrevista para informar aos ouvintes sobre as ações que o governo petista tem executado no Estado do Pará nesses 3 anos de administração... Não custa nada acompanhar nessa terça-feira, dia 13 de outubro, acredito que mais ou menos umas 8 horas da manhã.
Aproveitando o ensejo... esse mesmo radialista, ao que parece, deve ter se filiado recentemente ao PP (Partido Progressista), o mesmo do Deputado Federal Gerson Peres, um dos líderes dessa sigla partidária.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mutirão da Cidadania com a Governadora

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, nesse último dia 7, participou do Mutirão da Cidadania no bairro do Jurunas que recebeu a rede de serviços sociais.

Segundo o site do Governo, os moradores tiveram à sua disposição 47 órgãos do estado para emissão de documentos, ações de educação, consultas médicas com entrega de óculos, distribuição de medicamentos e regularização fundiária urbana.

Além disso, a juventude do Jurunas ainda recebeu um infocentro do Navegapará, o 13º espaço de acesso comunitário e gratuito à internet na capital, pelo Navegapará, que funcionará no Centro Comunitário São Domingos, beneficiando 3 mil pessoas.

Ana Júlia estará no Programa Roda Viva da TV Cultura

Segunda-feira, dia 12 de outubro, a governadora do Estado do Pará, Ana Júlia Carepa, estará no Programa Roda Viva da Tv Cultura, um dos melhores programas de entrevista do Brasil, a partir das 22:10 com transmissão para todo o Brasil. Creio que será uma boa oportunidade de expor o que o governo petista tem feito por essas bandas daqui. Mas não somente isso, o de fazer o contraponto ao que a mídia local paraense tem tentado fazer que é o de desqualificar o PT.

A SEJPT reúne para a discutir as PPJs do governo Ana Júlia

Hoje, os membros da Secretaria Estadual da JPT (SEJPT-Pa) reuniram-se no Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores para uma discussão acerca das políticas públicas de juventude do governo Ana Júlia, pautando os avanços e os entraves. Estiveram presentes, além de membros da SEJPT, outras lideranças juvenis do Partido. A reunião transcorreu com muita serenidade, não fugindo, porém, as críticas e autocríticas cabíveis a serem feitas ao governo e à própria militância jovem. As forças políticas consensuaram praticamente toda a pauta. Há muito não registrávamos uma discussão tão produtiva e importante quanto esta que ocorreu a partir das 15 horas dessa 5ª feira.

Desta forma, ficou acertada que a JPT vai descer em alguns municípios (nos meses de outubro e novembro deste ano)onde houve as eleições de secretarias municipais de juventude do Partido para compor essas secretarias, mas de também trazer o debate de concepção e funcionamento das mesmas, dando mais vida e dinamicidade e preparando a militância para a disputa eleitoral que se avizinha.

Uma outra pauta discutida foi a respeito de se criar um seminário voltado aos movimentos sociais, a fim de submeter essa discussão de programa de governo petista à a ótica também do movimento social. Essa ideia deve unir a JPT frente aos grandes desafios que ainda temos a superar nesse Estado.

Dessa maneira a juventude do PT reairma sua posição no avanço das PPJs, assim como na política geral, e, da mesma forma, ratifica seu apoio ao governo popular encabeçado aqui no Pará pelo Partido dos Trabalhadores.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Governo fala sobre meia passagem intermunicipal

Um grupo de representantes de entidades estudantis do Pará esteve reunido, na noite desta terça-feira (6), com o secretário-chefe da Casa Civil, Cláudio Puty, para reafirmar a união de esforços pela aprovação, na Assembléia Legislativa do Pará (Alepa), do projeto de lei que garante meia passagem intermunicipal aos estudantes. O projeto 274/2007, de autoria do Executivo, é parte do conjunto de políticas para a juventude do Governo Popular do Pará e tramita na Casa desde 2007. A expectativa é que o projeto entre na pauta de votação no plenário na manhã desta quarta-feira (7).
O secretário Cláudio Puty reiterou às lideranças estudantis que o governo quer ver na pauta o projeto o quanto antes e tem trabalhado para isso desde o início. "O governo cumpriu seu dever, articulou com movimentos sociais e acompanhou o processo no Legislativo. Esperamos agora um resultado vitorioso, que será histórico para o movimento", assegurou.

Nelma Neves, presidente da União Paraense dos Estudantes, destaca que o movimento estudantil participou ativamente da elaboração do projeto junto com o governo e acompanha passo a passo os trâmites no Legislativo, mas lamenta a demora dos parlamentares em garantir mais este direito aos estudantes. "Não é possível esperar mais. Os deputados deveriam ter vergonha desta demora, que demonstra desinteresse com a causa. Durante nosso protesto da semana passada, o deputado Domingos Juvenil prometeu que colocaria na pauta e estamos contando com isso", afirma. Ela destaca que existem dois pontos discordantes para os movimentos e que foram sugeridos pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO).

Também estiveram na reunião representantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), União Nacional de Estudantes (UNE), União Metropolitana de Estudantes Secundaristas (Umes) e movimento Pró-meia. Eles garantem que levarão para a porta da Alepa nesta quarta-feira estudantes de Abaetetuba, Santa Izabel do Pará, Castanhal e Vigia.

A proposta do Governo do Estado garante a meia-passagem para estudantes do ensino médio que residam até 100 km do local da escola. Para os estudantes de nível técnico, superior, pós-graduação, a distância chega a 250 km. Em casos acima de 250 km, o aluno tem direito a usar o passe até quatro vezes por mês.

Erika Morhy - Casa Civil da Governadoria

Ana Júlia e Dudu

Boatos dão conta de que o atual prefeito de Belém, Duciomar Costa, vai apoiar a governadora petista Ana Júlia para o governo do Estado. Será? Esperemos para ver esse milagre!
Além de Dudu, parece que a conversa anda acontecendo também com Anivaldo Vale um dos líderes do PR, segundo o Blog do Bacana.

Porrada no ninho tucano paraense

Enquanto os "capas-preta" tucanos travam uma verdadeira pancadaria para a indicação do candidato ao governo do Pará, Ana Júlia come pelas beiradas na busca de partidos que apoiem o PT na campanha de 2010.

A Secretaria Estadual de Juventude do PT Pará reúne nessa 5ª feira

Nessa 5ª feira, dia 8 de outubro de 2009, a partir das 14 horas (no Diretório Estadual) a Secretaria Estadual de Juventude do PT Pará (SEJPT-PA) reúne para discutir as políticas públicas de juventude do governo Ana Júlia. O objetivo é avaliar os avanços e os entraves das PPJs no governo petista paraense. Essa reunião será aberta aos jovens interessados. Momento importante para retomar uma agenda programática.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O retorno do Blog da JRD

Olá, pessoal!
Depois de algum tempo sem postagens aqui nesse blog, voltamos a dar o nosso "ar da graça". Ficamos contentes pelo retorno e queremos que você nos acompanhem diariamente. A partir de agora outras pessoas postarão: Creuza, Cássio, César (Czar) o Rubens (Camelô) e eu (Michel). Pedimos que postem comentários. Muito obrigado!

A desfragmentação do interesse da juventude pelas lutas sociais

A juventude é um tema cada vez mais presente na sociedade contemporânea, tanto nos espaços acadêmicos de discussão e investigação como nas agendas para o desenvolvimento de políticas públicas. Para começarmos um debate mais amplo é necessário percebermos que a herança social de luta, que recebemos das gerações que nos antecederam e tinham no socialismo o ponto de partida e norteador dos debates, não é mais a força motriz da juventude. E que a exemplo do que foi o movimento político nascido em junho de 1962, denominado AÇÂO POPULAR, resultado da atuação dos militantes estudantis da Juventude Universitária Católica (JUC) e de outras agremiações da Ação Católica, tinha no “socialismo humanista” seu referencial ideológico.

Nos dias de hoje a juventude tem se aglutinado por uma variedade de outros temas e a afinidade se dá através do estilo de vestuário (hip-hop, skate, surf), musica (pagode, country, brega), religião (católico, protestante, afro-religioso), regionalidade, etc... Esta não mais esta atrelada às ideologias político-sociais como em gerações anteriores.

Isto tem sido um dos motivos que tem levado à dispersão da luta cotidiana pela construção de uma sociedade mais “JUSTA E IGUALITARIA”, talvez seja por que nos dias de hoje bandeiras como “luta pela democratização do estado brasileiro”, já tenham sido alcançadas, o que tem levado a juventude, salvo algumas exceções, para um engessamento social. O caminho que temos que seguir é perceber que ainda temos muito a conquistar, seja no campo de políticas sociais ou na busca de uma nova identidade de luta dentro da sociedade. Essa busca tem uma pergunta que deve ser feita: “O que é ser jovem no Brasil hoje?”.

Quando fazemos esta pergunta percebemos que ainda temos muito que avançar, e muito pelo que lutar. O jovem no Brasil sofre uma investida voraz do capitalismo, seja pela falta de empregos e renda, seja através da violência urbana e rural, superlotação dos cárceres que ceifam qualquer chance de reabilitação à vida em sociedade ou pelo processo de marginalização histórico ao qual a juventude foi submetida, vista ainda hoje como uma “fase de irresponsabilidade e de ócio”.

Uma luta que temos que travar em nossa geração é a de tornar o jovem como sujeito ativo do processo político-social do país afim de que seja o proponente de políticas publicas que atue de forma significativa nos movimentos sociais que tenha em seus atos, tanto isolados ou coletivos, o sentimento de mudança e avanço da sociedade Brasileira.

sábado, 13 de junho de 2009

O retorno de Maria do Carmo e o suspiro do Governo do Estado.

Depois da grande novela que assistimos... a justiça foi feita. Maria do Carmo (PT) conseguiu uma vitória importante no Supremo Tribunal Federal (STF) que garantiu no dia 04 de junho de 2009 a sua permanência a frente da Prefeitura de Santarém, após ter sido reeleita democraticamente pelo povo nas últimas eleições municipais
A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), deve ter dado um suspiro de alívio, pois Santarém é um importante colégio eleitoral, o que, sem apoio desse município, certamente pesaria muito mais nas costas dos condutores do Governo do Estado e, por extensão à militância petista. Essa análise se faz por conta dos últimos acontecimentos que enfraqueceram a queda de braços contra os tucanos: 1) a debandada do PMDB da base governista, 2) uma sensação de que a maioria da populção não avalia positivamente que Ana Júlia (e o PT, então!) não faz um governo à altura do que se propunha fazer, 3) o eterno problema da saúde pública, 4) a greve dos professores etc, etc e etc...

Estamos aqui (enquanto militantes petistas) aguardando uma abertura da direção do governo para que perceba o porquê dessa perda de apoio popular. Além do mais, diga-se de passagem, este governo ainda tem muito o que mostrar! Os movimentos sociais devem ser escutados e atendidos. Claro que não se trata aqui de não reconhecer os acertos do governo! Falta uma maior visão política do comando do governo (e isso é desde que começou a referida gestão) para enxergar ou reconhecer que o distanciamento da base só trouxe "perdas". Esse prejuízo político terá certamente reflexo em 2010. E, se continuar protelando essa reaproximação, será pior.
Michel Rodrigues


domingo, 31 de maio de 2009

Adeus ao sonho paraense de sediar a Copa do Mundo

Infelizmente, não foi dessa vez que fomos premiados com um evento tão popular e importante quanto é sediar jogos da Copa do Mundo de Futebol ...Fico triste, mas torci muito. A impressão que ficou é que de fato Manaus, aos ouvidos e olhos do mundo, tem mais cara de Amazônia do que Belém. Fico pensando na infraestrutura urbana e de serviços que deixaremos de ter por conta dessa não escolha. Haveremos de registrar que a capital amazonense tinha uma torcida nacional e internacional de peso. A própria imprensa brasileira deixou claro qual cidade amazônica era sua preferência. Seria uma oportunidade de ouro em conseguirmos incrementar o turismo no nosso estado e gerar benefícios sociais.
Michel Rodrigues

terça-feira, 19 de maio de 2009

A espetacularização da violência em Belém

O caos em que está inserida a população de Belém não diz respeito somente à área da saúde, mas da urbanização, ou falta desta, na periferia. Quando imaginamos que grande parte dessa população se amontoa em locais sem o menor acesso ao saneamento básico que parece ser um dos maiores gargalos existentes na capital, acompanhada da cresecente criminalidade devemos ter em mente que isto é apenas uma consequência do passado e do presente.

Bairros como o da Terra Firme e Guamá disputam o ranking dos mais violentos e poucas alternativas são criadas pelo atual Prefeito Duciomar.


Mas outra coisa chocante que tem acontecido e que se faz importante comentar é a quantidade de linchamentos. Está ocorrendo uma espetacularização da vioência, cujas causas devem ser analisadas de maneira pormenorizada para um bom alcance no entendimento.


Infelizmente para algumas pessoas, promover verdadeiros espetáculos de torturas a bandidos, e, em alguns casos, apenas suspeitos, parece restabelecer a justiça. No entanto, essa visão puramente vingativa até o momento tem mostrado que apenas gera mais violência, uma vez que esta está sendo banalizada.
Michel Rodrigues

O drama da saúde em Belém continua

O caos na saúde de Belém está se tornando cada vez mais insuportável... A reportagem do Diário do Pará que mostra uma criança agonizando num dos pronto-socorros da cidade é algo para entristecer... Se hoje é um vizinho meu, manhã poderá ser um parente ou alguém muito querido a passar por esse inferno!
Torcemos por uma melhora disso tudo, haja vista que o sofrimento dessas pessoas não tem como mensurar. Somente quem depende desse sistema de saúde, e já foi vítima, é que pode saber o real drama...
Michel Rodrigues

segunda-feira, 6 de abril de 2009

UEPA: a defesa da JPT/Pa pelas cotas sociais e raciais

A luta está endurecendo. A Secretaria Estadual de Juventude do PT/Pa no último dia 03 de Abril (sexta-feira), aprovou moção a favor das cotas na Universidade Estadual Pará. Foi uma atitude muito mais do que acertada! Não devemos esquecer nunca da batalha que foi para conseguirmos eleger um governo popular. Foi uma vitória de luta em décadas.

Agora, alguns desafios vem à tona, à luz do veto dado às cotas em 2007: que vamos falar aos movimentos sociais que nos apoiaram para chegarmos ao poder e que mantiveram por todo esse tempo a expectativa de que as reinvindicações seriam atendidas? Será que vamos ter que esperar chegar o ano das eleições para dizermos que somos à favor da luta dos negros, para após isto lembrarmos que devemos traçar políticas fortes a fim de "pagar a dívida histórica com os afrodescendentes"? E a classe pobre, que sempre foi duramente saqueada pela elite brasileira, como poderá melhorar suas condições se o muro da educação ainda se encontra alto (ainda que indicadores nacionais demonstrem um maior acesso comparativamente aos governos ultra neoliberais)?

Por conta de tudo isso, o movimento negro deve estar chateado e ainda desapontado com o Governo do Estado referente às cotas. Não tenho dúvidas. A resposta por parte do nosso governo, ainda que venha, virá atrasada. Mas será bem aceita.

A Secretaria Estadual de Juventude do PT/Pa (ou pelo menos parte desta) se coloca à favor da luta pelas cotas sociais e raciais na UEPA de maneira extremamente corajosa, o que deveria mesmo ser algo natural, uma vez que (recordando 2006) andávamos com vários adesivos dos negros grudados na roupa durante a campanha e isso é um compromisso com a história de escravidão e opressão ao negro. Precisamos na verdade, mobilizar a base juvenil que se identifica com as cotas e até aquela que não se identifica e abrirmos o debate no que isso poderá servir para mudar o quadro de distorções raciais e sociais forjadas ao longo de muitos anos.

No Brasil, a transformação tem que começar pela educação. Por isso é que devemos dar oportunidade aos que sempre foram excluídos do que de mais transformador e revolucionário pode haver, que é o conhecimento (e claro, o acesso a ele, vem primeiro).

Acredito que as cotas tardarão, mas virão. Depende do compromisso com a história!

(Michel Rodrigues)



sábado, 4 de abril de 2009

Polítcas Públicas de Juventude I: Bolsa Família começa a dar seus primeiros frutos

O Bolsa Trabalho, do Governo do Estado do Pará já começa a dar seus primeiros frutos. Como está na matéria do site do Governo em http://www.pa.gov.br/noticias/materia.asp?id_ver=42391, os jovens formados pelos cursos do referido programa, já estão disponíveis para tentar trabalho, haja vista que já possuem um mínimo de qualificação para almejar uma vaga no mercado. Agora eles já têm o que "botar no currículo". Parece grosseira a expressão, mas é real! Esse programa oferece ao jovem uma oportunidade de se qualificar, pois esse fato é uma das principais causas da dificuldade de arranjar o primeiro emprego. Por conta disso, a qualificação profissional de jovens é estratégico para ajudar a melhorar o que chamamos de Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ). Devemos parabenizar a iniciativa do Bolsa Trabalho. Pontos para a Governadora.
(Michel Rodrigues)

Políticas Públicas de Juventude II: o Estado tem o dever de promover o desenvolvimento

Por outro lado, não devemos esquecer como foi o passado da política destinada para a juventude no Estado do Pará. Foi mais de uma década na qual os governos tucanos negaram políticas públicas ao jovem, sendo que isto acarretou um índice de desemprego e de criminalidade alarmante, especialmente verificada na faixa etária que define o status desse público. Faz-se necessária e oportuna acabar com a velha política conservadora adotada pela ala demo-tucana que via (e vê) e trata os jovens, como verdadeiros delinquentes. Tal política foi muito bem representada na época de ouro do tucanato pelo prazer em apenas criar FEBEMS como principal política para a juventude.

Vivemos agora no Brasil um outro paradigma na formulação e implementação de PPJs. Agora o Estado é precursor do desenvolvimento social e econômico e não mais, apenas um administrador, como apregoa o pensamento neoliberal. O mercado não conduzirá a um processo de desenvolvimento para todos e isto está provado com o que vem acontecendo com o mundo, por meio da crise financeira internacioanl.

Temos, então, a responsabilidade, nós juventude, de não deixar a roda parar.

(Michel Rodrigues)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Política Habitacional: Lula anuncia a construção de 1 milhão de casas

Nesta quarta-feira (24/03/09), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o plano habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, com investimento de R$ 34 bilhões para a construção de 1 milhão de moradias populares nos próximos dois anos. Segundo o presidente Lula, esse plano habitacional deverá ter duas funções. 1) A melhoria das condições de moradia dos mais pobres; e 2) Aumentar a oferta de empregos no País com a criação de meio milhão de postos de trabalho. No entanto, o Governo Federal precisa de ajuda dos governos estaduais e municipais para que elaborem projetos habitacionais. Em tempos de crise, é uma boa alternativa na geração de empregos. Porém, esse anuncio está causando um reboliço na oposição. Interessante saber que os demo-tucanos acusam o governo Lula o tempo todo de fazer política eleitoreira, foi assim com o Bolsa Família e está sendo assim com o "Programa Minha Casa, Minha Vida". Não discutem sobre o benefício que tal política possa trazer para os brasileiros, mas se isso vai prejudicá-los nas eleiçoes de 2010. É uma vergonha! Principalmente quando os veículos de imprensa embarcam na mesma estratégia. Hoje assisti entrevista de Dilma Rousseff no Jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, em que os apresentadores tentaram encurralar a ministra, mas Ela, como sempre, bem preparada, conseguiu sair-se das armadilhas que puseram no caminho. A impressão que dá é que Dilma caminha em passos grandes para se consolidar como figura petista nas próximas eleições sim, quando demonstra sua capacidade de compreender o funcionamento da política e quando demonstra total domínio sobre os programas do governo.
(Michel Rodrigues)

Política Habitacional: no Pará serão 50 mil casas

Aqui no Estado do Pará serão construídas 50 mil casas, de 1 milhão em todo o País. Certamente não resolve o déficit habitacional, mas ajuda a diminuí-lo... Boa sorte a todos nós!
(Michel Rodrigues)

quarta-feira, 25 de março de 2009

CPI da Saúde em Belém: para o presidente da Câmara "não há fatos"...

Na foto (extraída do site do Diário do Pará de 25/03/09) o bate-boca entre os governistas e oposição sobre a instalação da CPI da Saúde em Belém.
Nos últimos dias temos visto um grande escândalo da saúde na capital paraense. São cenas bastante conhecidas pelo público, mas que mesmo não sendo inéditas, ainda assim, causam sensação de que algo está errado. São pessoas jogadas como bichos nos corredores dos pronto-socorros, pessoas morrendo por falta de atendimento, instalações deterioradas, falta de médicos, de materiais básicos. Enfim, um caos no sentido real da palavra... Existe uma denúncia de mal aplicação de recursos, ou de não aplicação. As cifras, segundo os noticiários, são de milhares de reais. Onde foram usados?
E o que causa espanto é ver o presidente da Câmara Municipal de Belém, o vereador Wilson Arbage, do PTB (mesmo partido do Prefeito Duciomar Costa) justificar o seu veto à instalação da CPI da Saúde, dizendo "que não há fatos". Se o nobre vereador quiser ter "fatos", fotos e outras surreais provas, poderá visitar o Pronto Socorro da 14 de Março e do Guamá a qualquer hora do dia. Será obra de ficção? Será que de fato o dinheiro foi mal empregado? Ou não teve repasse de verba que a imprensa e os vereadores da ala oposicionista afirmam ter tido para investimento? Está mais do que provado que essa atual gestão do Prefeito Duciomar Costa não tem dado a atenção devida à saúde, mesmo tendo sido (a saúde) o tema mais abordado durante a campanha eleitoral de 2008.
(Michel Rodrigues)

domingo, 22 de março de 2009

Dilma Sobe e Serra permanece onde estava

Na última pesquisa Datafolha que entrevistou pessoas entre os dias 16 e 19 de março, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, atinge 11% nas intenções de voto para presidente em 2010, crescendo novamente 4 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Por outro lado, José Serra estaciona com seus 41%.
Esse crescimento a cada nova pesquisa já começa a incomodar e tirar o sono da oposição. Se continuar nesse rítimo, a candidata preferencial de Luis Inácio Lula da Silva, vai dar trabalho para PSDB e Democratas, lembrando que tudo está apenas começando. Ao passo que Dilma se torna cada vez mais conhecida e associada ao presidente Lula, torna-se mais lembrada pela população para a sucessão presidencial.
(Michel Rodrigues)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Popularidade de Lula continua alta segundo nova pesquisa CNI/Ibope

Segundo a nova pesquisa CNI/Ibope realizada entre os dias 11 e 15 de março em todo o Brasil o Presidente Lula mantém alta popularidade, mesmo com a crise financeira internacional roendo os calcanhares de todos os governantes do Planeta. Agora a pesquisa registrou 78% de aprovação do Presidente, confirmando a credibilidade dada à sua administração.
(Michel Rodrigues)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Como fica a luta pelas cotas na UEPA?

Fomentar o debate acerca das cotas nas universidades é tarefa imprescindível para o Partido dos Trabalhadores. Diria que é uma "questão de honra", pois devemos levar em consideração diversos aspectos que insidem diretamente na história de luta do Partido. Para um mandato petista com a história de luta atrelada inclusive à luta dos movimentos sociais, não deveríamos hesitar na proposição de políticas mais "agressivas" do ponto de vista do avanço programático e ideológico. Li no blog Juventude em Pauta, de Leopoldo Vieira, do dia 17/03/2009, com o título "Cotas no Pará: a hora da luta e da verdade", uma interessante discussão em que tece uma crítica construtiva dizendo que pouco ou (para ser mais realista) quase nada avançou sobre o debate das cotas na Universidade Estadual do Pará - UEPA, no Governo Ana Júlia, uma vez que essa proposta foi vetada pela governadora em 2007, depois de ser aprovada na Assembéia Legislativa. Na verdade, ainda há tempo de repensarmos no rumo que nós do PT queremos dar no avanço de um programa cada vez mais com a cara e história petista. O governo Lula tem dado grande demonstração do que pode ser feito pela educação no país, e por determinadas "minorias" sociais como é o caso dos negros e negras no Brasil. Por que aqui no Pará não podemos seguir o bom exemplo do Governo federal? Qual a dificuldade? Reconheço os acertos que este governo petista do Pará vem obtendo, porém não devemos nos conformar somente com isso. A ajuda que cada um militante deve dar não é a de balançar simplesmente a cabeça toda vez dizendo sim, somente porque se trata de um governo "nosso", digamos assim, mas sim contribuir na proposição da política. E acho que não estaremos inventando nada distante do que o PT sempre fez, na sua trajetória. Falar de maneira positiva o que o governo deve adotar não significa estar "traindo" o PT, ou o governo, mas sonegarmos a luta, estaremos jogando para debaixo do tapete nosso sonho de ajudar na transformação social. Acredito que podemos andar para frente mais e mais...
(Michel Rodrigues)

domingo, 15 de março de 2009

E o acusavam de não poder ser presidente por falar apenas um idioma... Imagina!

Neste último fim de semana Luís Inácio Lula da Silva visitou Barack Obama na terra do Tio Sam a fim de discutir os intereresses de cada país em relação ao outro. Logicamente o encontro foi mais para trocar palavras amigáveis e impressões do que fechar de imediato vários acordos. O fato de Lula ser o primeiro chefe de estado sulamericano a reunir com o presidente americano já sinaliza que o Brasil é estratégico para os EUA, por vários motivos: a biodversidade, o tamanho da população, a condição de liderança do Brasil na América Latina (e no Mundo), o crescimento e desenvolvimento e a estabilidade econômica e etc. Fico pensando na dor de cotovelo de FHC (que tanto desdenha da gestão do operário nordestino) ao saber do encontro dos dois presidentes.
(Michel Rodrigues)

Reforma Agrária: Longa Caminhada

Estes dias, vi na televisão uma cena sobre o massacre de Eldorado do Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, no qual 19 sem terras foram covardemente assassinados pelas mãos do Estado. Aquelas imagens chegam a causar tristeza, pois se trata além de violação aos direitos humanos, uma realidade nua e crua da situação agrária do Brasil. Essa tão sonhada reforma agrária ainda está longe do que seria ideal para evitar os conflitos no campo, ainda que possamos admitir um avanço nos últimos anos, no que tange a relação do governo brasileiro. Essas mesmas cenas são ditas ou descritas de forma brilhante numa canção chamada "A Caminhada" de uma banda paraense de rock, conhecida por "Carrossel Elétrico e os Demodélicos"... A música é um retrato do massacre e da questão agrária. Vale a pena escutar!

"A Caminhada"
Letra: Allan Jorge/ Guto Ribeiro
Música: Allan Jorge
De pés estamos prontos pra vencer
É o que há dentro de cada ser,
Que o levanta ao porvir!
Avante comunidade da paz
Em cima desse inferno
Tentamos ser Feliz!
E relembrando os passos
Marcados até aqui:
Muitas almas que se foram
Por tentarem resistir
Pois aqui no chão a lei é ser infeliz...
Mas não se acabou,
Vamos reconstruir
Um belo monte
Plantar e colher
Os nossos sonhos! ...
Voar, bem alto, além, onde o céu se implantou.
Viver feitos os arcanjos
Em outros planos
Livre das dores
Assim vou prosseguir
Vou prosseguir
Vou prosseguir
A Caminhada
Um surdo-mudo que não vê a reforma da terra
Tiros que não foram ouvidos
E o primeiro corpo vai ao chão
Balas contra foices
Foices contra balas
A desgraça de uma terra (por terra) sem solução
A Reforma Agrária
Sonho e pesadelo sem fim
Em um vídeo que desapareceu
Perseguição e morte foi só o que aconteceu
Metralhadoras e pedradas,
É o estado versus civis
E outra vez
Se quer se viu civil
Mas o sol, o mar, o verde não sumiu
Ainda não acabou
Vamos fortalecer
O nosso lar, plantar e colher
Os nossos sonhos!...
Voar, bem alto, além, onde o céu se implantou.
Viver feitos os arcanjos
Em outros planos
Livre das dores
Assim vou prosseguir
Assim vou prosseguir
Assim vou prosseguir
Vou prosseguir
Vou prosseguir

(Michel Rodrigues)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Democratas quer a proveitar a crise para camuflar o debate político da crise

Dilma Rousseff, a mais provável candidata do PT à presidência da república, em entrevista recente à imprensa, disse que em nenhum momento o governo subestimou a crise, mas que tem adotado várias medidas para barrar os efeitos desta. Do outro lado, buscando criar um clima desfavorável à disputa presidencial de 2010, a oposição está tentando de tudo, inclusive, e se for o caso, tentarão um certo terrorismo utilizando-se da crise. Existe atualmente uma sucessão de fatos que apontam para uma ofensiva massiva para colocar a culpa da dita crise financeira no governo Lula. Na mais recente campanha do Democratas que está circulando existe uma frase mais ou menos assim, se não me falha a memória, "Governo Lula: muita marola, pouco trabalho"... Essa frase empurra para baixo do tapete as verdades que originaram a crise. Se os Democratas são sérios e querem informar o povo, deveriam levantar o efeito da política neoliberal adotada por eles e pelos seus parceiros estratégicos em anos de desgoverno à frente da condução da política econômica e social no âmbito do governo de FHC (isso para contar só das ações via federal, fora o que acontece nos governos estaduias e municipais pelo Brasil conduzidos por eles) e descobririam que eles são um dos grandes reponsáveis pelo que está acontecendo... A famosa política do "estado mínimo", tão e sempre defendida pelo Democratas e PSDB, geraram e continuará gerando miséria, desemprego, concentração de renda, desigualdades sociais etc e etc. O mercado não quer saber quem passa fome, por exemplo. Interessa obter lucros, nada mais!
(Michel Rodrigues)

Sucessão Presidencial: já começou a movimentação

No site do Partido dos Trabalhadores consta uma notícia que o Presidente do PT, Ricardo Berzoini, reuniu-se na terça feira (dia 10 de março) com Sérgio Cabral (PMDB), atual governador do Rio de Janeiro, para debater os cenários da disputa pelos governos estaduais e federais para 2010. Nesta conjuntura, o que está posto é que o PT dificilmente abrirá mão do apoio do PMDB para a formação de uma chapa forte, pois está muito claro que este é o partido que mais interessa nesse momento para uma composição vitoriosa do ponto de vista da sucessão de Lula. Num cenário em que existe uma forte movimentação da direita demo-tucana-grande mídia, é prudente tomar a frente nessas articulações, pois muita água haverá de passar por baixo dessa ponte e certamente não haverá trégua daqui em diante. Os primeiros ataques já começaram e vão aumentar em progressão geométrica... Esperemos!
(Michel Rodrigues)

EREPT: Os estudantes petistas debaterão a educação no Pará

Já está confirmado para o dia 18 deste mês de março o Encontro dos Estudantes Petistas (EREPT/Pa). O encontro acontecerá na Universidade Federal do Pará e está sendo organizado pela Secretaria Estadual de Juventude do PT/Pa.
Fato importante é que na última reunião da SEJPT/Pa, que ocorreu na Sede do Partido, sobre o assunto do EREPT, ficou evidenciado que tal evento petista tem tudo para caminhar mais ou menos distante das disputas habituais por escolha de delegados/as pelas tendências internas. E foi uma fala das diversas forças políticas de juventude do PT.
Isso, na nossa avaliação, representa um salto qualitativo na forma de ver o que é mais importante: se a disputa por delegados ou a disputa pela política. Dessa forma, o EREPT está com chances de ser um momento oportuno para os jovens petistas formularem um novo modelo de educação para o Estado do Pará e também para o Brasil.
(Michel Rodrigues)