quinta-feira, 20 de maio de 2010
PT consagra: Ana Júlia e Paulo Rocha candidatos ao governo e senado
Carta da JPT para o Programa de Juventude a ser defendido na campanha da Ana Júlia
A população amazônica, considerando-se os estados da Região Norte do país, é predominantemente infanto-juvenil, considerando-se que 61,5% estão situadas na faixa etária de 0 a 29 anos, segundo dados da PNAD 2007 (IBGE). No Pará são mais de dois milhões de jovens, correspondendo a 29,5% do contingente populacional. É expressiva ainda a presença de jovens que se mantém no meio rural amazônico, equivalente a 27%, enquanto que no Brasil tais índices são de 16%.
A juventude é central e estratégica para o desenvolvimento do Pará porque corresponde a um terço (30%) da população do estado, sendo transversal as múltiplas formas de opressão, de etnia, gênero, trabalho, renda, saúde, educação etc. podendo ser o ponto de partida para a superação ou reprodução da atual condição social paraense. Adensada ao fato de 60% da nossa população é infanto-juvenil, e considerando que é nessa faixa que se começa a construir de fato uma identidade juvenil a partir do referencial encontrado no modelo de sociedade existente. No Pará a juventude é mais estratégica do que no restante do país para o desenvolvimento. Precisamos de uma política geral voltada a ela, portanto, para quando as crianças de hoje se tornarem jovens, depararem-se com outro padrão de possibilidades.
A juventude no Pará precisa ser compreendida no contexto da complexa sociobiodiversidade que marca a região, na dinâmica urbana e rural que exige políticas diferenciadas e inter-complementares.
O Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ), criado no Brasil em 2003 para medir as condições de vida dos jovens e mundialmente lançado pela UNESCO/ONU, é revelador das assimetrias regionais historicamente tecidas no país, em que as condições de vida dos jovens, considerando-se os indicadores de educação, saúde e renda, se colocam entre os piores do país, tendo se agravado em alguns estados entre 2003 e 2007.
Dados do IDJ revelaram que em 2003 nenhum estado da Região Norte estava situado entre os dez melhores índices do país, estando todos esses concentrados no centro-sul do Brasil.
Estudiosos da questão da juventude na América Latina e no Brasil são afirmativos de que toda estratégia de desenvolvimento requer uma política de juventude, que garanta direitos e oportunidades para o exercício da cidadania, sendo um imperativo a implementação e fortalecimento de políticas públicas para a realização da condição juvenil com dignidade no campo e na cidade.
O neoliberalismo que campeou no país pela aliança demo-tucana implicou na minimização do papel do Estado frente às políticas públicas, conduzindo ao agravamento de problemas econômicos e sociais que afetaram os jovens de forma acentuada.
No Pará os 12 anos de PSDB representaram prejuízos incalculáveis nos direitos da juventude de viver com dignidade. Os demo-tucanos desmontaram os sistemas públicos de educação, saúde e assistência social; não fizeram concursos públicos, defasaram os salários dos professores e servidores em mais de 60%; acabaram com o convênio nas escolas públicas; impuseram uma política privatista para o ensino superior, precarizaram exponencialmente o sistema público de saúde; não realizaram nenhuma política social significativa; não se preocuparam em induzir o desenvolvimento do Pará e nem em gerar trabalho, emprego e renda; conduzindo ao agravamento de problemas sociais que atingem diretamente a juventude como o desemprego, a violência e a falto de perpectivas, colocando o Pará na triste posição de 4º pior estado para a juventude morar, segundo a UNESCO.
Superar as assimetrias regionais e promover o desenvolvimento referenciado na justiça social, desenvolvimento sustentável e solidário, exige reformas estruturantes no Brasil em múltiplas dimensões, a exemplo de Reformas como a Política, Educacional, Urbana, Agrária, Tributária, do Sistema Financeiro, da Infraestrutura e do desenvolvimento tecnológico e científico, da Comunicação Social, além da promoção de Políticas de igualdade e reparação.
Com a eleição do presidente Lula e da governadora Ana Júlia, muitos avanços foram registrados no sentido do Estado reconhecer a importância estratégica da juventude para o desenvolvimento, promover a institucionalização das políticas públicas de juventude e implantar programas e projetos que referenciaram o Brasil e o Pará no contexto das políticas públicas de juventude. Como avanços do governo Lula e do governo Ana Júlia, citamos: o reuni, o PROUNI, o Projovem, PRONERA, Centros Técnicos Profissionalizantes, Políticas de ações afirmativas, MOVA, avanço na área da Cultura e Educação, Meia-passagem Intermunicipal, Navega Pará, Bolsa Trabalho e Casa da Juventude. Para fortalecer essas políticas que defendemos a reeleição da nossa governa e propomos 13 pontos para o programa de juventude do governo:
- Garantia de acesso e permanência com sucesso de jovens em todos os níveis de ensino da educação básica e superior; Expansão e interiorização da rede pública estadual técnica e tecnológica de educação e formação profissional; Ampliação e interiorização da UEPA; Reestruturação curricular da educação básica e superior, referenciada numa matriz de educação para a sustentabilidade;
- Democratizar o acesso à UEPA através do fortalecimento de políticas afirmativas que garantam o ingresso por meio de cotas raciais para jovens negros e indígenas, e cotas sociais para jovens egresso da rede pública de ensino; cotas para portadores de deficiência física; e a permanência desses através da implementação de uma política de assistência estudantil;
- Investir em educação e ciência para formar uma geração que produza conhecimento e tecnologia na região, que promova o desenvolvimento com sustentabilidade e inclusão social;
- Institucionalização de políticas que assegurem o ingresso de jovens no mundo do trabalho e geração de renda; promover e articular uma rede de empreendimentos juvenis referenciados na economia solidária e popular; considerando-se especificidades juvenis como as jovens em situação de gravidez precoce.
- Fortalecer e ampliar os programas de elevação de escolaridade e qualificação profissional, como o PROJOVEM e o Bolsa Trabalho, criando mecanismos para os jovens egressos continuarem os estudos e entrarem no mundo do trabalho;
- Criar políticas públicas para a juventude do campo e da floresta que promovam a educação no campo referenciada na metodologia da alternância, assegurar qualificação profissional, acesso a terra e financiamento da agricultura familiar para produzir e viver no campo com dignidade e qualidade de vida;
- Implementação de políticas de financiamento e de assistência estudantil que garantam a permanência na escola e universidades de jovens do campo e da cidade e evite a pressão pela antecipação do ingresso no mundo do trabalho;
- Implementação e fortalecimento de políticas de cultura, esporte e lazer para jovens do campo e da cidade; expandindo e interiorizando equipamentos públicos como as praças da juventude; estimulando a produção cultural e artística juvenil que valorizem a identidade e o pertencimento.
- Proteção social e garantia dos direitos humanos aos jovens, criando mecanismo de enfrentamento das situações de violência e exploração sexual, tráfico humano; Promoção de políticas que assegurem a reinserção sócio-produtiva de jovens egressos do sistema penal.
- Implementação de políticas específicas de saúde para juventude, que enfrentem problemas como a drogatização, DSTs/AIDS e gravidez não-planejada;
- Fazer um levantamento e manter atualizado os indicadores de juventude no Pará, através do IDESP, subsidiando as ações do Estado no planejamento das PPJs;
- Atualização da Política Estadual de Juventude a ser implementada no Pará, sintonizada com os desafios e a sustentabilidade amazônica; promovendo a articulação das PPJ em todas as esferas do poder público – federal, estadual e municipal; estimulando e apoiando a institucionalização de políticas de juventude nos municípios;
- Promover e apoiar a institucionalização das políticas públicas de juventude de forma articulada, com autonomia orçamentária e condições de integrar as ações do governo no segmento, fortalecendo a participação popular e o controle social juvenil.
Executiva Estadual de Juventude do PT
Ganzer realiza encontro estadual do seu mandato.
Ontem (19/05/2010) o deputado estadual Valdir Ganzer, candidato a reeleição, realizou encontro estadual do seu mandato no Sagrada Família.quarta-feira, 19 de maio de 2010
Bernadete defende AGE e Ganzer aponta divulgação de relatórios incompletos
A líder do PT, deputada Bernadete ten Caten, pediu um voto de louvor ao governo do estado por ter fortalecido a Auditoria Geral: "A AGE existia, mas não funcionava a contento, no governo anterior. Hoje ela trabalha com agilidade. Os relatórios só existem porque a AGE foi fortalecida. O governo demonstra para a sociedade que não compactua com o mal uso dos recursos públicos. Prova disso, foi a exoneração de 72 servidores públicos que não tiveram responsabilidade com a coisa pública. Mas quero ressaltar que existem os servidores probos. Os documentos que chegaram aqui são sigilosos e ainda não foram concluídos", observou ela.
O líder do PSDB, José Megale, disse que "tenho certeza que quando a AGE fez as auditorias, no momento em que fez, havia irregularidades e algumas foram sanadas, outras não, se os relatórios não estão concluídos, que mandem (a AGE) os relatórios. Bira Barbosa, também do PSDB, parabenizou o deputado Ganzer.:"Quero parabenizá-lo pela forma como fez a sua defesa e é isso que esperamos do governo".
Em entrevista à imprensa, Ganzer disse que está analisando medidas que poderá tomar contra quem está divulgando injúrias contra ele. O deputado confirmou que, quando assumiu a secretaria, em 2007, encontrou a licitação de obras na PA-150, no trecho da rotatória de Barcarena até Redenção. Segundo ele, o governo anterior revogou essa licitação no dia 28 de dezembro de 2006, mas houve recurso da empresa que iria realizar a obra, a Delta. "Ao assumir, vi que, para chegar a Marabá, levávamos 12 horas e a obra era importante. Acatei o recurso da empresa e realizamos a obra no trecho da rotatória, em Barcarena até Eldorado do Carajás. Portanto, não houve obra no trecho Xinguara/Redenção, como está no relatório da AGE. Se não houve obra, não teve pagamento", afirmou Ganzer.
O deputado disse também que toda a obra foi estaqueada. "Fincamos estacas do marco zero da rotatória até Eldorado, no total de 28.150 estacas, o que comprova a execução da obra e o valor pago por ele. Vou pediu ao presidente da Assembleia (deputado Domingos Juvenil), que solicite à Secretaria de Transporte toda a documentação para provar que esta denuncia que está sendo feita é falsa", afirmou Ganzer.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Juventude no trabalho de base em Belterra
Um dos destaques do trabalho iniciado em Belterra está no seguimento da juventude que se organizou em duplas, trios e quartetos e estão à todo vapor conhecendo a realidade social, econômica e política das comunidade de Pindobal, Porto Novo e Aramanaí. inclusive da realidade da juventude belterrense. O próximo passo dependerá do resultado do diagnóstico, porém em todas comunidades já é possível iniciar o trabalho social e de formação com a juventude local.
Parabéns, Monica Almeida pelo comercial!
domingo, 2 de maio de 2010
Encontro Estadual da JPT do dia 24 de Abril
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Ana Júlia destaca investimentos em balanço de governo
Emprego - O programa Bolsa Trabalho - que já qualificou mais de 37 mil jovens para o mercado - "já empregou 15 mil jovens com carteira assinada. Apóia mais de 600 jovens empreendedores. Em dezempro passado, entregamos mais 7 mil cartões do Bolsa Trabalho só na RMB e até este semestre mais mil serão entregues no restante do estado", informou a governadora.Até ó final deste ano, mais 8.500 estarão inseridos no programa Pro Jovem Urbano, em parceria com o governo federal, que já ajudou 8.500 jovens até 29 anos a concluírem o ensino fundamental profissionalizante e se prepararem para o emprego, informou.Segundo o Dieese, de junho para cá, mais de 12 mil empregos formais foram gerados, acumulando saldo positivo em todos os meses, devendo chegar a 25 mil empregos este ano. "Isso demonstra o resultado dos nossos investimentos, pois, 2009 foi um ano difícil, de crise, mas que nos superamos com investimentos como o Ação Metrópole. Nós estamos destravando o Pará", disse a governadora.Somente com o investimento da Vale na siderúrgica de Marabá, projeto que alcança a tão esperada verticalização da produção mineral do estado, devem ser gerados 15 mil empregos diretos e indiretos, sendo 1,5 deles só na construção da obra.
Inclusão digital - A governadora também falou sobre o Navegapará, programa que utiliza mais de 2 mil quilômetros de rede de fibra ótica para leva internet de banda larga para vários municípios do estado, através de 70 infocentros e 16 cidades digitais (áreas de livre acesso à internet que utilizam o sinal do Navegapará).Foram inaugurados infocentros em Santarém, Marabá e em várias muitas outras cidades, como em Itaituba, onde existem cinco infocentros, um deles numa aldeia indígena, o primeiro do país. Às vésperas do aniversário de 394 anos de Belém, a governadora anunciou que ela vai se tornar a mais nova cidade digital do Estado, com cinco grandes pontos de acesso livre à internet e 26 infocentros, sendo 8 deles até fevereiro. "Teremos pontos de acesso livre no Benguí, na Praça da Jaú, na Sacramenta, em Incoaraci, e do Ver-o-Rio até a Estação das Docas", anunciou.
Infraestrutura - "Não é uma tarefa fácil, deixar de ser um mero exportador de matéria-prima bruta para ser um estado industrializado, agregando valor a essa matéria-prima", disse Ana Júlia ao falar sobre investimentos para a mudança do modelo de desenvolvimento econômico do estado.Para fomentar o desenvolvimento industrial, o principal é desenvolver a pesquisa, por isso o governo criou ainda no primeiro ano, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa). "Investimos em pesquisa e criamos bolsas junto com a Universidade Federal do Pará para criar as condições necessárias para que as empresas possam ocupar os Parques Tecnológicos, que vão funcionar como grande incubadoras de empresas", explicou a governadora.
Meio Ambiente - A governadora disse que o desenvolvimento do estado deve ser sustentável, principalmente se quiser vislumbrar o mercado do futuro. "Num estado que quem ainda 70% de suas florestas conservadas não existe mais a possibilidade de ter um desenvolvimento que não seja sustentável", afirmou.O projeto 1 Bilhão de árvores foi ressaltado pela sua importância ambiental. "Não se trata apenas de não desmatar mas de recuperar áreas degradas, o que é muito importante porque enquanto outros países e estados estão desmatando e poluindo nos estamos seqüestrando o carbono da atmosfera", disse ela."Fizemos o cadastro ambiental, criamos o plano de combate ao desmatamento com uma meta de reduzir em 80% o desmatamento, a regularização fundiária. Graças a isso, hoje nós podemos ter um desenvolvimento sustentável dentro da legalidade, com segurança jurídica para as empresas que querem investir dentro da lei", acrescentou.
Habitação - Com o projeto Minha Casa, Minha Vida o governo possibilitou que mais de 7 mil empreendimentos habitacionais fossem aprovados a preços subsidiados. Até 10 de janeiro serão 10 mil aprovados.Além do programa Minha Casa, Minha Vida, a governadora ressaltou obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que tem entregue milhares de habitações novas. "Entregamos 360 casas em Santa Izabel, 130 em Icoaraci, 25 no Tenoné. Só o residencial Liberdade terá mais 2 mil habitações", listou.
Saúde -Já são quatro hospitais regionais em funcionamento (Santarém, Marabá, Redenção e Altamira) e ainda este ano entram em funcionamento mais um regional em Breves e um hospital geral em Tailândia.Dois pronto-socorros serão inaugurados em Abaetetuba e Ipixuna do Pará. "Com atendimento inclusive de média e alta complexidade nos estamos desafogando o fluxo de doentes para a capital. Quando eu assumi, por exemplo, só existia hemodiálise em Belém e hoje existe hemodiálise em quatro lugares diferentes do estado", disse ela.A governadora citou o programa Rios de Saúde, que leva ações e serviços a população ribeirinha e já atendeu 70 mil pessoas, a criação de unidade de cuidados intermediários e de UTIs em Abaetetuba, Parauapebas e Icoaraci.
Educação - Quando assumiu o governo, Ana Júlia Carepa disse que encontrou mais de mil, das 1,2 mil escolas estaduais, "caindo sobre a cabeça de alunos e professores". Em três anos, o governo reformou 650 dessas escolas. E mais 12 novas escolas estão sendo entregues este ano só em Belém e Ananindeua. Além das reformas, o estado qualificou mais de 25 mil profissionais do quadro de educação e garantiu 290 mil vagas na rede estadual.
Concursos - O atual governo foi o que mais abriu vagas em concursos públicos na história do Pará. Foram 30 mil concursados. Somente na Secretaria de Educação, 18 mil novos servidores foram empossados.
Segurança - Do total de concursados, 1,5 mil foram policiais. Este ano, depois da capacitação, mais 2,2 mil novos policiais militares devem engrossar o contingente estadual. "Ficamos 10 anos sem concursos para policiais",destacou Ana Júlia.O governo ainda entregou 1.100 novas viaturas, entre carros, motos e lanchas. Comprou coletes a prova de bala e outros equipamentos. A governadora respondeu ainda perguntas dos ouvintes da rádio e disse que confia que os deputados vão aprovar o empréstimo de R$ 360 milhões que o governo pleiteia junto ao BNDES para recuperação ambiental e construção de estradas, que só depende da aprovação da Assembléia Legislativa.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Entrevista da Governadora Ana Júlia ao blog A Perereca da Vizinha
Mas os tucanos alegam que pegaram o estado sucateado e que o reconstruíram e estruturaram para o desenvolvimento econômico: estradas, energia elétrica. Dizem que avançaram em vários aspectos, inclusive acabando com o “aluno-jacaré”. Não foi esse o cenário que a senhora encontrou?
Mas dá para recuperar o tempo perdido na segurança pela falta de concursos e de investimentos?
Mas o PT também não faz muita propaganda? Os gastos do governo também não são expressivos?
A senhora não acha que essa pulverização das obras e a falta de obras grandes para “vender” ao eleitor colocam em risco a sua reeleição?
Pois é, mas é aí que se fala: vários desses projetos – eclusas, BR-163 – são recursos federais. Cadê, então, o dinheiro do estado do Pará para investimento?
Muitas dessas iniciativas não vêm ainda dos tempos dos tucanos, como é o caso do Zoneamento Econômico-Ecológico?
Essa redução da reserva legal de 80% para 50% não vai na contramão do mundo?
Quantas pessoas serão atingidas por esses infocentros?
Cada infocentro desses tem capacidade para atender quantas pessoas?Ana Júlia: Mais ou menos 500. E veja que serão 34 infocentros ao todo. Isso sem contar que vou colocar a Orla de Icoaraci, a praça do Benguí, a praça do Jaú, na Sacramenta, o Ver o Rio e a Estação das Docas com sinal livre de internet. Você vai chegar lá com o seu celular e vai poder acessar a internet. Então, na verdade, vou atingir todo mundo. O que queremos é levar a oportunidade que o acesso à internet pode causar na vida das pessoas. Já temos, hoje, 16 cidades digitais – e já estou contando Belém. São 16 cidades que já têm áreas públicas livres de internet: Santarém, Altamira, Itaituba, Marabá, Santa Maria, Rurópolis. Santarém, por exemplo, vai ser a primeira cidade completamente digital - ainda em 2010, vou abranger toda a área urbana de Santarém. Já temos, hoje, mais de 500 escolas interligadas à internet. E vamos ter mais ainda no ano que vem. Isso tudo é mudança estruturante.
Mas, concretamente, o que é que a internet muda na vida de uma pessoa que está morrendo de fome, num estado em que há milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza?
Mas o Pará continua como mero exportador de matéria-prima. Você pega a pauta de exportações do Pará e ela é toda de minério e madeira, sem nenhum, ou quase nenhum beneficiamento. Quer dizer: há 16 anos se ouve esse discurso de mudança estruturante no estado. Mas você não tem mudança real do perfil produtivo...
Então, como é que a senhora explica as pesquisas em que, segundo se diz, a sua rejeição estaria altíssima?
Mas nas pesquisas do PT a sua rejeição é assim tão alta?Ana Júlia: Não, é claro que não. Ela está em quanto?
Quais foram os principais erros, seus e do PT?
Mas já há resultados, por exemplo, em termos de indicadores de violência? E, na área de saúde, o que é que mostra uma mudança qualitativa de lá pra cá?
Então, como é que a senhora explica as queixas que vêm, hoje, lá do Ofir Loyola, inclusive da presidenta da AVAO, Ana Klautau?
Mas essa é apenas uma ponta da questão. A Sespa, no seu governo, já vai no terceiro secretário – é um nó. A que a senhora atribui esses problemas na Saúde?
Até que ponto esse nó da saúde pode ser atribuído a essas máfias que historicamente dominam a saúde? Você teve troca-troca de secretários nas gestões tucanas e o PT enfrenta o mesmo problema. Até que ponto esses nós decorrem daí e até que ponto isso foi agravado pela presença do PMDB à frente da saúde do estado?
É muito difícil essa relação do PT com os produtores rurais paraenses, que têm, digamos assim, uma mentalidade arcaica?
Então, ironicamente, hoje o governo do PT tem mais dificuldade de relacionamento com o MST do que com os pecuaristas?
A senhora falou em mudar o perfil produtivo do estado e também em preservação. Como é que se encaixa Belo Monte nessa história toda, com todas as críticas a esse projeto, em termos dos males ambientais e sociais que trará?
A senhora tocou na questão do fluxo migratório. Como é que está a relação do Governo do Estado com a Vale, tendo em vista a atividade intensa dessa empresa, o baixo retorno que se tem e o crescimento populacional do Pará, em decorrência dos projetos dela?
Mas, por exemplo, nessa questão da siderúrgica da Vale, o estado do Pará teve de desapropriar o terreno. Como é que pode que o governo ainda tenha de desapropriar terreno para verticalizar a produção, em se tratando de uma empresa com uma isenção tão alta de impostos?
Mas não se poderia exigir um pouco mais de contrapartida da Vale?
Mas a senhora não acha que já existe, na prática, outro estado no Sul e Sudeste do Pará?
E o que pensaria a senadora Ana Júlia Carepa se visse este procedimento: o uso de uma licitação de propaganda, para a compra de material escolar? Como veria a senadora Ana Júlia Carepa uma situação dessas?
A senhora diz que o Governo do Estado está transformando o Pará, mas a sua rejeição é alta. Então, de quem é a culpa? É da imprensa?
Mas muitos desses erros que a senhora admite não decorreram do fato de a senhora pertencer a uma corrente que não é majoritária no PT? A senhora não se deixou guiar demais pela DS (Democracia Socialista)?
Mas não houve dificuldade de relacionamento da DS até mesmo com as outras correntes do PT?
Não é complicado ter na linha de frente do seu governo pessoas como o seu marido e o seu ex-cunhado?
E como é que a senhora vê essas acusações de que, na verdade, são o seu ex-marido e o irmão dele que mandam no governo?
Como é que está a relação do governo com o PMDB? Ainda dá para recuperar essa aliança?
Mas não seria complicado ter o PMDB como vice da sua chapa? Não seria uma espada apontada contra a senhora pelos próximos quatro anos?
Mas o PMDB está batendo o pé pela vice...
Mas a senhora, com vários anos de política, vinda desde a vereança, vendo essa questão toda, a senhora acha que é possível ter do mesmo lado PMDB, PR e PTB, com todas as divergências que eles têm demonstrado?
A senhora não acha difícil administrar essa fome, esse lado espaçoso do PMDB?
Mas o PMDB se queixa que o PT acha que ele só quer cargos, quando, na verdade, os peemedebistas querem é trabalhar. Para o PT, para a senhora, o PMDB só quer cargo?
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Le Monde elege Lula "O Homem do Ano"
Lula homologa 9 terras indígenas
Lula homologa 9 terras indígenas, em área de mais de 50 mil quilômetros quadradosUma área de mais de 50 mil quilômetros quadrados --equivalente a 34 vezes o tamanho da cidade de São Paulo-- foi confirmada como território indígena. O decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que aumenta o volume de floresta protegida no país, será publicado na edição de hoje do "Diário Oficial" da União. A maior das nove terras indígenas homologadas ontem é a Trombetas Mapuera, no Estado do Amazonas. Mede quase 40 mil quilômetros quadrados, mais do que o dobro da área da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, objeto de disputa no STF (Supremo Tribunal Federal) neste ano. A segunda menor terra indígena homologada ontem é provavelmente a que mais renderá polêmica. Arroio-Korá fica em Mato Grosso do Sul, em terras disputadas por fazendeiros.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Sobre o novo salário mínimo e Lula
Deu no Site do jornalista Rodrigo Viana no dia 23 de dezembro de 2009.Veja o que o site da FGV informa sobre o episódio do salário mínimo - http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/Jango/artigos/NoGovernoGV/Salario_minimo_e_saida_do_ministerio_do_trabalho:
“Os principais lances da crise são úteis para se dimensionar o montante da articulação oposicionista, e que se concluiria com o episódio do suicídio de Vargas, em agosto do mesmo ano.
Alguma semelhança com as acusações contra Lula?
Lula – hoje - é acusado de conduzir uma política de integração com viés anti-EUA. A mesma acusação que pesava contra Vargas. Com relação ao mínimo, situação idêntica.
A UDN continua onde sempre esteve. A UDN – hoje, como há 55 anos - não quer aumento de salário mínimo: R$ 510 é a proposta de Lula para 2010.
Ainda zonzo, depois de uma viagem de 14 horas de carro (entre São Paulo e Florianópolis), eu tomava café no hotel agora cedo, e assistia ao “Bom (?) Dia, Brasil”. Alexandre Garcia desfilava ironia (ele se acha engraçado) diante da proposta de aumento. Frisava que isso vai ocorrer em “ano eleitoral”. A UDN não quer pobre ganhando mais. Ainda mais em ano eleitoral. Isso fere os brios da UDN.
Verdade que a UDN que depende de voto (PSDB e DEM) não pode berrar contra o salário mínimo de R$ 510. Aí, sobra para o partido da imprensa.
A banda de música do Alexandre Garcia esqueceu de informar ao dileto público que a política de reajuste ao salário mínimo não depende só de “canetada” do presidente em ano eleitoral. Não. O governo Lula adotou uma política consistente (e permanente) de recuperação do mínimo. Reajuste real é concedido, sempre, com base no crescimento do PIB de dois anos antes. Lula tem meta para o mínimo. A UDN demotucana só tinha meta para inflação. Fazer o que... E ainda dizem que Lula “tem sorte”. He, He.
A política de Lula é muito mais consistente do que a canetada de Jango. É consistente. Isso apavora a UDN e sua banda de música na Globo.
Não é só o despeito com o pobre que ganha mais. É todo um ideário liberal que afunda.
Durante 15 anos, como repórter, cansei de entrevistar “consultores” e “economistas” que defendiam: o Brasil precisa fazer a “lição de casa”. Os anos 90 foram assim: “lição de casa”! Eu tinha engulhos a cada vez que ouvia essa expressão. Perdi a conta de quantas vezes isso foi ao ar na TV brasileira – como uma pobre metáfora de nossa subserviência...
A turma da “lição de casa” pregava: “superávit primário”, “controle dos gastos públicos”, “autonomia do Banco Central” (como se o BC fosse uma instituição acima do governo, quando ele é mantido com nossos impostos, e deve estar subordinado ao governo de turno) etc etc etc.
Isso tudo virou lixo depois da crise de 2008.
No primeiro mandato, Lula ampliou um pouco os gastos sociais (“esmola”, diziam), mas manteve a ortodoxia na economia.
No segundo mandato, livre de Paloccci, o governo ampliou sua atuação como indutor do desenvolvimento. Mantega conduz uma política livre das amarras da turma da “lição de casa”.
Hoje mesmo, véspera de Natal, Mantega está nos jornais a dizer que Banco Central não precisa ser autônomo, coisa nenhuma!
A turma da “lição de casa” não gosta disso.
A turma da “lição de casa” não gosta de Keynes. O sábio economista dizia (groso modo, perdoem minha simplificação) que a equação da economia se resolve quase sempre pela demanda, não pela oferta. Se há crise, estimule-se a demanda, e a roda volta a girar.
Foi o que Mantega fez em 2008 – com isenção fiscal para carros, linha branca etc. Lula também pediu aos pobres que seguissem comprando. E deu certo.
Deu certo porque Lula havia criado as bases de um imenso mercado interno de consumo: “bolsa-família”, salário mínimo com ganho real, reajuste para funcionalismo...
Vejam: o governo (com Mantega, no meio da crise) adotou políticas de isenção de impostos (“populismo” berraram alguns colunistas), e ainda assim a arrecadação voltou a crescer. Número de novembro indica aumento de 26% em relação a novembro de 2008 - http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u670008.shtml.
A turma que torce pela “deterioração das contas públicas” não deve estar entendendo nada.
Lula fingiu adotar a política fernandista. Mas superou essa política, sem alarde.
Lula fez o que Celso Furtado e Maria da Conceição Tavares pregaram durante anos e anos! Lula construiu um mercado interno de verdade.
Serra – que não é tonto, e não é um “liberalóide” radical – sabe que não pode fazer campanha pregando “controle dos gastos públicos”. Isso servia para enganar a turma nos anos 90. O Brasil mudou. E o Serra sabe disso. Mas o Alexandre Garcia (com a turma mais tosca da UDN) não sabe.
Nem Obama mais acredita na doutrina liberal. Obama salvou a GM e alguns bancos com grana pública. Obama não fez a “lição de casa”?
Só a banda de música (na Globo e em alguns jornais) ainda segue a velha cartilha. É o passado, que se recusa a passar.
O passado será atropelado pelos fatos.
Lula colocou o capitalismo brasileiro em novo patamar. Os toscos capitalistas (ou aqueles que pensam representar os capitalistas, nas telas e nos jornais) não perceberam.
Dessa vez, a UDN vai ficar falando sozinha.
O suicídio dessa vez virá do outro lado. É a UDN que vai meter uma bala no peito se continuar se recusando a enxergar a realidade.
Azar da UDN.
PTB e PSD – se tiverem juízo – seguirão juntos, isolando a direita e mantendo o Brasil na rota do crescimento. Isso apesar de todos os problemas e insuficiências do governo Lula. É preciso – sim – fazer a crítica do governo Lula, pela esquerda. Mas sempre reconhecendo seus avanços.
Tudo leva a crer que Lula não vai se igualar a Getúlio. Não. Vai é superá-lo. Sem golpe, sem bala no peito. Tudo no voto.
É demais para a UDN. Coitadinha...
Novo salário mínimo. Lula é o cara
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Comparação em pesquisa do Datafolha entre Serra e Dilma
DataFolha em 20/12/2009






